
A liberdade
OS QUATRO GRANDES PERÍODOS DA VIDA DE PAULO
O cálculo da idade e dos períodos da vida de Paulo depende de muitos fatores. Alguns deles são incertos. Mesmo assim, apesar de alguma incerteza, é muito útil dividir a vida de Paulo nos seus vários períodos. Isto ajuda a trazê-lo para mais perto de nós.
Os 4 períodos são:
- Do nascimento aos 28 anos de idade: o judeu praticante
- Dos 28 aos 41 anos de idade: o convertido fervoroso
- Dos 41 aos 53 anos de idade: o missionário itinerante
- Dos 53 até à morte aos 62 anos de idade: o prisioneiro (4 anos) e o organizador das comunidades (mais 5 anos).
Cada período mostra um aspecto da vida de Paulo. A passagem de um para outro, por vezes, foi dura e dolorosa. Houve muitas rupturas e mudanças. Com a ajuda de Deus e com a amizade dos irmãos e irmãs, Paulo conseguiu superá-las, integrá-las na sua vida e fazê-las render para a caminhada das comunidades.
As informações sobre a vida de Paulo são como tijolos que existem espalhados pela Bíblia, principalmente nos Atos dos Apóstolos e nas próprias Cartas Paulinas.
Carta aos Gálatas: Da Escravidão para a Liberdade
A carta aos Gálatas foi definida como o manifesto da liberdade cristã e universalidade da Igreja. Daí a sua importância. Contudo, libertação de quê e para quê? Libertação de uma vida programada extremamente por minucioso código de regras e leis, que conservavam o homem numa atitude infantil diante da vida.
Ao ler a carta aos Gálatas, nos cristãos de hoje somos convidados a uma séria revisão de vida. A liberdade é conduzida pelo amor a si mesmo e aos outros, amor que é compromisso ativo como o crescimento do outro (Gl 5,6.13-14)
Liberdade
- Liberdade é a condição daqueles que são propriedade direta de Deus.
- O NT anuncia Jesus Cristo como libertador, para todos os homens, primeiro para Israel, depois para as nações. Jesus Cristo traz a libertação (Lc 4,19,21).
- Viver Livre é colocar-se sob a soberania efetiva do Deus vivo. A liberdade, que nada tem a ver com caos (Gl 5,13; Ef 4,14; 1 Pe. 2,16), tem estrutura e esta pode mesmo tomar o nome de lei (a “lei do Espírito da vida”, Rm 8,2; a “lei da liberdade” Tg 1,25; 2,12). Viver livre, pois, é seguir sua “lei” na fé e na obediência “de coração”(Rm 6,17).
- Catecismo 1730-1738.
- “A lei moral não teria sentido se o homem não fosse livre, e isso que se costuma exprimir com as palavras: deves, logo podes. Essa lei moral, se existe, deve ser formulada assim:
“Age de modo tal que a máxima da tua vontade possa valer sempre ao mesmo tempo como principio de uma legislação universa” (GEROGE PASCAL. O Pensamento de Kant, p. 129).
NA DIMENSÃO DA LIBERDADE
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