segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Na festa da Conversão: A liberdade em São Paulo


A liberdade em São Paulo

OS QUATRO GRANDES PERÍODOS DA VIDA DE PAULO

O cálculo da idade e dos períodos da vida de Paulo depende de muitos fatores. Alguns deles são incertos. Mesmo assim, apesar de alguma incerteza, é muito útil dividir a vida de Paulo nos seus vários períodos. Isto ajuda a trazê-lo para mais perto de nós.

Os 4 períodos são:

  1. Do nascimento aos 28 anos de idade: o judeu praticante
  2. Dos 28 aos 41 anos de idade: o convertido fervoroso
  3. Dos 41 aos 53 anos de idade: o missionário itinerante
  4. Dos 53 até à morte aos 62 anos de idade: o prisioneiro (4 anos) e o organizador das comunidades (mais 5 anos).

Cada período mostra um aspecto da vida de Paulo. A passagem de um para outro, por vezes, foi dura e dolorosa. Houve muitas rupturas e mudanças. Com a ajuda de Deus e com a amizade dos irmãos e irmãs, Paulo conseguiu superá-las, integrá-las na sua vida e fazê-las render para a caminhada das comunidades.

As informações sobre a vida de Paulo são como tijolos que existem espalhados pela Bíblia, principalmente nos Atos dos Apóstolos e nas próprias Cartas Paulinas.

Carta aos Gálatas: Da Escravidão para a Liberdade

A carta aos Gálatas foi definida como o manifesto da liberdade cristã e universalidade da Igreja. Daí a sua importância. Contudo, libertação de quê e para quê? Libertação de uma vida programada extremamente por minucioso código de regras e leis, que conservavam o homem numa atitude infantil diante da vida.

Ao ler a carta aos Gálatas, nos cristãos de hoje somos convidados a uma séria revisão de vida. A liberdade é conduzida pelo amor a si mesmo e aos outros, amor que é compromisso ativo como o crescimento do outro (Gl 5,6.13-14)

Liberdade

  1. Liberdade é a condição daqueles que são propriedade direta de Deus.
  2. O NT anuncia Jesus Cristo como libertador, para todos os homens, primeiro para Israel, depois para as nações. Jesus Cristo traz a libertação (Lc 4,19,21).
  3. Viver Livre é colocar-se sob a soberania efetiva do Deus vivo. A liberdade, que nada tem a ver com caos (Gl 5,13; Ef 4,14; 1 Pe. 2,16), tem estrutura e esta pode mesmo tomar o nome de lei (a “lei do Espírito da vida”, Rm 8,2; a “lei da liberdade” Tg 1,25; 2,12). Viver livre, pois, é seguir sua “lei” na fé e na obediência “de coração”(Rm 6,17).
  4. Catecismo 1730-1738.
  5. “A lei moral não teria sentido se o homem não fosse livre, e isso que se costuma exprimir com as palavras: deves, logo podes. Essa lei moral, se existe, deve ser formulada assim:

“Age de modo tal que a máxima da tua vontade possa valer sempre ao mesmo tempo como principio de uma legislação universa” (GEROGE PASCAL. O Pensamento de Kant, p. 129).

NA DIMENSÃO DA LIBERDADE

O que é PASTORAL? A palavra provém de “pastor” e exprime a atividade salvífica em favor dos homens, de sua comunhão e do mundo. Hoje em vez de “cura de almas”, se diz “serviço salvífico da Igreja”. A Pastoral é o serviço salvifíco, baseado na vontade divina de salvação universal, entregue à Igreja e por ela realizado. Em outras palavras, é a continuação da obra salvifica de Cristo na situação presente, que terá a sua realização definitiva no Reino de Deus. A ação pastoral se desenvolve em quatro ramos de atividades, que na prática, se entrelaçam: a comunhão fraterna (Koinonia), o serviço (diaconia), a dimensão orante (liturgia, celebração), o testemunho (martyria) com a vida e a palavra (cf.: OLIVEIRA, Ralfy Mendes de. Vocabulário de pastoral catequética. São Paulo, Loyola, 1992, p. 142).

Pe. Ricardo Henrique Oliveira Santana

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Reflexão sobre a Catequese



“Tudo o que disseres, faze-o de tal forma que aquele te ouve, ouvindo, creia e, crendo espere e, esperando, ame”.
Santo Agostinho


Reflexão sobre a Catequese

Catequese é amadurecimento da fé, da esperança e da caridade numa caminhada permanente de crescimento da amizade com Deus e com os irmãos. È um processo que leva a vida toda. O papel da catequese é educar o cristão para que entenda com mais profundidade sua fé e assuma compromissos cada vez mais sinceros. É ajudar a cada um, para que saiba explicar os motivos de sua esperança, como nos diz o apóstolo Pedro: “antes santificai a Cristo, o Senhor, em vossos corações, estando sempre prontos para dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pede” (1 Pd 3,15).

A Catequese Renovada afirma que é necessária “uma educação permanente da fé, que acompanhe o homem por toda vida e se integre em seu crescimento global” (CR 26). Realmente, a catequese infantil que prepara para a eucaristia não é suficiente para o aprofundamento de toda a riqueza da vida cristã. Exige-se desde então formar seguidores de Cristo, que ouve o convite do Mestre (Mt 4,18-22).



Frente os ensinamentos de Jesus Cristo, agora a tarefa das comunidades cristãs foi a de preparar os futuros fiéis através de uma instrução completa e fundamental, tendo como objetivo, de algum modo, a ampliação de novos horizontes aprofundando ao mesmo tempo os conteúdos da Boa-Nova do Senhor ressuscitado. Estas instruções podem ser designadas de catequese, que evoca “ensinar à viva voz, onde, no entanto, o ensinamento não é outra coisa senão o eco de uma palavra que já foi pronunciada: a Palavra de Deus. Neste sentido, a catequese é em primeiro lugar o eco da Palavra de Deus através da voz do catequista. (BERARDINO, 2002, p. 237) No manual de catequética do CELAM, nos são apresentadas as fontes da catequese, onde o manancial por excelência é Palavra de Deus. “A fonte da qual a catequese haure sua mensagem é a palavra de Deus” (DGC 94). Contribuindo com a reflexão apresentada temos então o Diretório Geral de Catequese, classifica de fontes principais da catequese a Sagrada Escritura, a Tradição e o Magistério.


O termo Catequese está ligado ao verbo grego katechêo, que significa ressoar, tendo inicialmente o sentido de ensinamento oral. A dimensão da oralidade é algo de suma importância para uma melhor compreensão da história viva de um povo. Encontramos no Novo Testamento em algumas passagens bíblicas, a palavra catequese, com o sentido atual de instruir o crente nos fundamentos da doutrina cristã (cf. Lc 1, 4; Gl 6, 6; 1Cor 14, 19).

A catequese significa transmissão da doutrina a homens e mulheres em processo de formação, levando em conta a sua fase de infantil e adulta, por isso, vale ressaltar que o termo mais apropriado para se falar de uma ação na catequese é: “formação religiosa”, que nos remete sempre a reconhecer na sua orientação o direcionamento moral da fé, que podemos chamar de doutrina catequística[1]. Em sua característica fundamental a catequese se articula em torno de determinado número de elementos da missão pastoral da Igreja que têm um aspecto catequético e que preparam a catequese ou dela derivam: primeiro anúncio do Evangelho ou pregação missionária para suscitar a fé; buscar razões para crer; experiência de vida cristã; celebração dos sacramentos; integração na comunidade eclesial; testemunho apostólico e missionário (CaIC, 6).

Qual é então a Mensagem da Catequese? Se tratando da educação da fé viva, tomemos parte da carta de Paulo aos Romanos que nos diz: “Irmãos, se confessares com tua boca que Jesus é o Senhor e creres em teu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois quem crê de coração obtém a justiça, e quem confessa com a boca, a salvação” (10,9-10). A Mensagem transmitida é a mesma que os apóstolos e os primeiros Padres anunciaram pela Igreja: a fé que chega através da pregação e a pregação que torna viva a pessoa de Cristo, se realiza pelo anúncio de sua palavra. É em Cristo, homem redimido na Cruz, que Deus realiza o melhor plano de amor sobre existência cada um de nós e, por isso, que os Apóstolos pregam uma nova mensagem alegre que conduza à salvação a comunidade dos fiéis. Podemos verificar isto nos discursos púbicos de Pedro (At 2,22-36; 3,12-26; 4,8-12; 5,29-32; 10,34-43).

A catequese está estritamente ligada a Palavra de Deus, é desta fonte inesgotável de saber que se fundamenta toda a teologia da catequese, pois, é a partir dos testemunhos de fé que os primeiros cristãos, particularmente nos Atos dos Apóstolos e nas Epístolas paulinas, encontraram a base sobre a qual conseguiram fundamentar a vida da comunidade, também, nos aspectos litúrgicos e morais. Toda atividade na catequese deve brotar incessantemente da Bíblia, “sendo bom recordar que a Catequese será tanto mais rica e eficaz quanto mais ela ler os textos com a inteligência e o coração da Igreja, e quanto mais ela se inspira na reflexão e na vida duas vezes milenária da mesma Igreja” (CR 86)

Para melhor compreendermos a fundamentação teológica da catequese, é necessário destacar o ensinamento oral que fortaleceu ainda mais a grande evangelização apostólica. A primeira catequese sobre a qual temos informações precisas sobre a instrução na fé encontra-se na Didaché, que é uma manual de religião ou, melhor dizendo, uma espécie de catecismo dos primeiros cristãos. Este documento segundo estudiosos é fruto da reunião de várias fontes que retratam a tradição das comunidades do primeiro século. Sendo assim, a catequese anuncia a Palavra de Deus de um modo característico: dirige-se muito pessoalmente a seus ouvintes, não tendo a preocupação só com a transmissão, mas também se ocupa em valorizar a recepção.

[1] O termo doutrina catequética é muito utilizado pelo teólogo Josef Andréas Jungmann, que ao mencioná-lo vê como um modo mais prático de se transmitir a doutrina, levando em conta uma metodologia que considere os princípios de cada idade, ou seja, ela visa ajudar os catequistas a desenvolver aqueles conhecimentos, habilidades, técnicas e atitudes educacionais que são necessários para fazer uma catequese profunda e de qualidade.




Texto Produzido por: Padre RICARDO HENRIQUE OLIVEIRA SANTANA, Bacharel em Teologia na Universidade Católica do Salvador.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

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PARÓQUIA SÃO JOSÉ DE AMARALINA AS 18H
CONTATO: 3248-3484

Clero contará com 11 novos padres

Clero contará com 11 novos padres

A Arquidiocese de Salvador ganha 11 novos padres. A celebração presidida pelo Cardeal Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo será no dia 22 de maio, às 9 horas, na Igreja Nossa Senhora da Imaculada Mãe de Deus, no Largo de Roma. Em um segundo momento, ainda em ação de graça pela ordenação, os novos padres celebram juntos na Catedral Basílica de Salvador, no Terreiro de Jesus, no dia 05 de junho, às 9 horas.

O clero da Arquidiocese de Salvador tem 151 padres, distribuídos nos 23 municípios do território arquidiocesano. Ainda atuam no trabalho pastoral da Arquidiocese cerca de 132 sacerdotes ligados a congregações religiosas. Os onze novos padres já estão atuando junto às comunidades e aos poucos descobrem a experiência da vida sacerdotal. “Hoje estou servindo a Igreja na Paróquia Nossa das Dores – Lobato, vejo que cresci mais depois do diaconato, conviver com uma comunidade paroquial trouxe para mim uma visão mais ampla e real do que é ser padre, desde já agradeço ao acolhimento e zelo desta Paróquia”, revela Ricardo Henrique Oliveira Santana.

Nos dias que antecedem a missa de ordenação a confiança em Deus e a tranqüilidade dão o tom na rotina nos seminaristas. “Estou tranqüilo e confiante e tenho certeza que o Espírito Santo iluminará o ministério que irei receber de Deus. Estou buscando muito, através de minhas orações e ações a fidelidade e o comprometimento ao o sacramento da ordem, que irei receber,” explica Joelson Alves de Andrade, um dos diáconos que será ordenado no dia 22 de maio.

É também com serenidade que o seminarista Ricardo Henrique aguarda o dia da ordenação. “Estou bem tranqüilo, buscando sempre manter o coração confiante na graça que Deus me concede. A ordenação é um momento especial na vida de quem se prepara para viver esta consagração”.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO: (71) 4009-6688

Coordenador: Padre Manoel Filho (8880-8285)

Jornalista: Fernanda Santana – DRT 2054 (9998-5673)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010




Lema da Ordenação: "Santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós".


Definitivamente, não há outro sentido nem finalidade mais importante no ministério sacerdotal: o que se espera do padre é que ele indique sempre os caminhos do céu" (Dom Fernando Guimarães)

É com o coração transbordando de gratidão ao Deus Vivo e Verdadeiro, que eu Ricardo Henrique, quero convidar a todos os amigos e amigos para a minha Ordenação Sacerdotal, juntamente com os meus irmãos Diáconos, que será realizada às 09h do dia 22 de maio, IGREJA DA MÃE DE DEUS - IRMÃ DULCE, LARGO DE ROMA!!!!!!

Coloco-me sob vossas orações!!!